As pessoas e projetos incríveis que encontrei na Campus Party 12 – Parte I
Regina Freitas 21 de fevereiro de 2019

O lá, tudo bem?

Nesse texto quero descrever um pouco da experiência que tive na Campus Party 12, que ocorreu nos dias 12 a 17 de fevereiro de 2019, em São Paulo/SP. Estruturei o texto pela ordem das palestras e apresentações que vi, bem como as referências que coletei durante as conversas entre uma programação e outra.

Na construção dessa estrutura também aproveitei os mini currículos dos palestrantes no site da #CPBR12 para dizer quem são essas pessoas, e apresentar um pouco do seu trabalho.

O evento é dividido em palcos onde ocorrem painéis e palestras e, esses espaços são divididos por temas, assim concentram conteúdo de uma determinada área. Portanto, coloquei-os também para saber se o assunto é criação de conteúdo para internet, desenvolvimento de software, marketing digital, etc…

Foi a primeira vez que participei como campuseira e por isso tive acesso a uma área chamada “Arena” na qual fica a maior parte dos palcos. O ano passado foi minha primeira ida ao evento, onde acessei a parte Open da Campus Party que é gratuita e aberta para quem deseja participar do evento.

Então, vamos ao que interessa! Abaixo deixo os resumos que fiz do que eu achei relevante nas programações que visitei:

Palestra #1. Como engajar pessoas com conteúdo na internet?

 

Palestrante: Bia Granja

Palco Academia Creators: palco voltado para criação de conteúdo para a internet

Currículo: Bia Granja é co-criadora e curadora do youPIX, o maior festival de cultura de internet do Brasil, e também da Campus Party Brasil. Bia foi considerada uma das pessoas mais influentes na área digital do país e foi eleita a sexta pessoa mais inovadora do mercado de comunicação e marketing em 2013, de acordo com a revista Proxxima, do jornal Meio&Mensagem.

Conteúdo: características de um bom conteúdo

  • Autenticidade: sem autenticidade não existe verdade;
  • Ser real: ou você está na pauta ou não está. Não é legal levantar bandeiras nas quais você não atua de fato, soa falso;
  • Ser significativo: o conteúdo precisa significar para alguém, você precisa entregar valor para alguém. Tem que ser útil para as pessoas;
  • Ser original: ainda que seja um conteúdo repetido, é importante apresentar de um ângulo diferente para falar de algo que já existe.
  • Criador de conteúdo é diferente de ser YouTuber, para Bia “Youtuber” é quem trampa no Google;
  • Em lugar de ficar buscando por seguidores olha para quem já está com você, pois criar conteúdo é sobre cuidar de uma audiência e não apenas adquirir seguidores;
  • Conteúdo digital é maratona e não desliga nunca. Por isso a síndrome de Burnout tem se tornado comum entre criadores de conteúdo;
  • Os destaques do Instagram funcionam como Netflix: você escolhe o que deseja assistir.
Sequência para criadores de conteúdo na internet

Essa é ordem para seguir quando se deseja criar conteúdo. Em outras palavras:

  • Sobre o que você quer conversar?
  • Quem são as pessoas com quais você puxará conversa?
  • Em qual plataforma você irá se comunicar?

 

Referências de conteúdo que engaja na internet:

  • @bustle: usa o formato de meme para atrair as pessoas no Instagram;
  • Revista @wired: é sobre tecnologia, mas atrai o público para Instagram com imagens de viagem, imagens bonitas;
  • Job to be done: esse conceito foi elaborado por Clayton Christensen, da Harvard Business School, ao investigar a experiência das pessoas que consomem milk shakes. Levou a criação de uma campanha emocional para o consumo de milk shake nos EUA;
  • Blog da Youpix com dicas para criadores de conteúdo.

Dicas para produção de conteúdo:

  • Onde você é encontrado pelas pessoas? No Google! Então invista em blog e YouTube;
  • Seja nativo da plataforma, ou seja, produza conteúdo específico para aquela plataforma específica;
  • Qual é a proposta de valor do seu conteúdo? Como as pessoas se sentem quando usam o seu conteúdo?


 

Palestra #2. Identidade Digital & Planejamento de Redes

 

Palestrante: Fefe Resende

Palco Academia Creators

Fefe Resende estudou Direito e Comunicação Social, mas trabalha como personal stylist desde 2002 e como comunicadora online desde 2006. Se interessa pelas narrativas que a gente constrói com o que escolhe vestir e com a maneira com que se comunica, e é movida por descomplicar, desgourmetizar, des-formalizar esses processos. Ama a internet e a possibilidade da rede conectar não só computadores, mas seres humanos através de interação significativa.

Como você conta a sua história na internet?

  • Foco nas pessoas e não na roupa. A roupa é uma ferramenta para as pessoas passarem sua mensagem ao mundo;
  • A internet é uma festa. Olha para o seu grupinho. Encontre a sua pequena patota, olhe para as pessoas que já estão à sua volta;
  • Crescer com consistência: crescer junto com a sua patotinha e não só porque você pagou por isso – crie conexão.

Voz: utilize a voz natural, ou seja, tenta se conectar com as pessoas na informalidade. Escreve e lê em voz alta para identificar as afetações. Reescreva até ficar natural como a gente fala, ou grava e transcreve.

“Corra!”, ” Vem aí!”, “Confira!” – essa é uma linguagem da propaganda e da TV, muitos criadores de conteúdo utilizam como referência, mas as pessoas não falam assim no dia-a-dia.

Conteúdo: crie temas, editorias, conversas, identidade

Exemplo:

Caso de uma médica que curte games: 
Ela pode criar editorias ou temas diferentes pra desdobrar a cada dia da semana
  • Seg: posta sobre o vôlei do fim de semana
  • Ter: fala da vida como médica
  • Qua: fala sobre o fato de ser mãe e médica
  • Qui: filmes que curte
  • Sex: livros que lê
  • Sab: …
  • Dom: …
  • Se ela vendesse algo daria vontade de consumir. Você pode criar temas novos e diferentes.
  • Conecta os conteúdos com a sua vida

Visual: cores e técnicas

Organize conteúdo em editoriais como fazem as revistas. Como a nossa conversa aparece em imagem?

  • Qual é a sua voz?
  • Conteúdo (temas)?
  • Cara?

Vocação para cada ferramenta na internet:

  1. Blog: pensar crítico
  2. Newsletter: comunicação que mais engaja hoje, inclusive mais que rede social. É mais íntima porque entra na caixa de e-mail da pessoa.
  3. Instagram: comunica a beleza; pede uma frequência diária
  4. Youtube: constância, beleza, entretenimento, ritmo
  • Leve em consideração o propósito de cada ferramenta;
  • O que a ferramenta pede de abastecimento? Pesquise para saber, joga no Google por exemplo: “Instagram técnicas”;
  • Ideias: tenha um banco de pautas, baú de ideias, crie editorias como as revistas fazem por exemplo;
  • Isso ajuda a montar um calendário editorial onde você pode distribuir suas publicações semanal ou mensalmente;
  • Você pode admirar a beleza do outro sem diminuir a sua, ou seja, curta e acompanhe pessoas que você admira e que estão fazendo coisas bacanas nas áreas que você curte.

Relacionamento

A internet não é jogo de assistir, é um jogo de jogar junto. Assim, se exercite nas caixas de comentários. Responda os comentários com palavras, isso é puxar conversa nas redes. Vá noutros perfis e comente. A gente é internet, ela é feita por pessoas. A gente abastece a rede mundial, mas a gente também se conecta com a interessância e generosidade do outro.

Dicas para estruturar seu conteúdo na internet:

  1. Identidade
  2. Temas/editorias
  3. Ferramentas
  4. Banco de ideias
  5. Calendário editorial
  6. Relacionamento: fala natural

Procure autores brasileiros para se inspirar, tais como:

  • Manuel de Barros
  • Guimarães Rosa
  • Geovane Martins

Você pode acessar tudo em: feferesende.com.br/cpbr12 e segui-la em: @feferesende

Dica de leitura

  • Dez argumentos para você deletar agora suas redes sociais por Jaron Lanier (Autor)

Palestra #3. Youtube Creators

 

Palestrante: Luiz Citton

Palco Academia Creators

Currículo: Luiz Citton é Gerente de parcerias do Youtube.

Descobri que a missão do Youtube é: dar voz a tudo e mostrar o mundo a todos.

  • Como dicas aos criadores de conteúdo para o Youtube ele sugeriu seguir o Blog de Criadores de Conteúdo do Youtube e a Escola de Criadores
  • Se você está com um canal abaixo de 100.000 inscritos não tem direito ainda ao acompanhamento do Youtube, mas pode entrar em contato com o suporte da plataforma
  • Para acessar o Youtube Space, que está agora localizado no Rio de Janeiro, seu canal precisa ter pelo menos 1.000 inscritos e 4.000 minutos de visualização.
  • Você pode segui-lo em: @citton

Palestra #4. Instagram Stories Masterclass

 

Palestrante: Fe Pacheco

Palco Academia Creators

Currículo: Fe  Pacheco é Storyteller e Problem Solver, autor do CursodeStories.com.br

Perguntas para estruturar seu conteúdo:

 

1. O que eu achei legal naquilo que vi?

  • A internet é tentativa e erro;
  • Todo dia tem que ter stories no Instagram;
  • Você pode criar séries de conteúdo. O que você faz todos os dias? Encontre temas no seu dia-a-dia:
    • Exemplo de séries: Filmes, Yoga, orgânico, café…
  • O stories não precisa ter câmera.

2. Quem é você na fila do stories? O que eu quero que as pessoas lembrem de mim?

Exemplo: Quero ser visto como alguém que viaja bastante, porque sou nômade digital – isso é posicionamento

3. No que você deseja se tornar uma referência?

4. O que você espera da rede?

Exemplo de posicionamento: Eu quero inspirar as pessoas a ter uma vida mais sustentável

5. Qual é o seu estilo?

6. Como definir pautas?

  • Descubra as dores da comunidade
  • Crie séries
  • Eu sempre faço isso – dicas nos destaques
  • Choque de cultura – crie uma cultura nos seus stories, piadas internas

7. Como criar conversas reais?

  • Relevância
  • Frequência
  • Consistência

  • Conversão é a consequência desse trabalho todo.
  • Para aprender: Fuce! Baixe o aplicativo, clique em tudo!

Referências de perfis para se inspirar:

  • Perfil de blogueiros de viagem. Disponível em: @howfarfromhome
  • Pesquise por “template destaques instagram”
  • Você pode segui-lo no Instagram em @fepacheco

Encerro por aqui, esse foi meu primeiro dia lá! Muito conteúdo mesmo! Espero você do outro lado, na Parte II!

 

Regina Freitas

Bióloga e educadora. Acredito ser possível melhorar a qualidade da relação das pessoas consigo mesmas e com os recursos naturais. Assim, compartilho da ética da Permacultura que envolve cuidar das pessoas, cuidar da terra e a partilha justa dos recursos. Sigo desenvolvendo atividades para tornar esse propósito uma realidade.

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